Imagem capa - O que fazer em caso de engasgamento do bebê? por Dani Motta
InformaçãoNewborn

O que fazer em caso de engasgamento do bebê?

Reencontrei a Beatriz no ensaio Newborn de sua irmãzinha mais nova, a Giovana. Como já havia registrado ela também recém-nascida, não pude deixar de fazer algumas fotos dela que está linda e muito fofa agora com seus quase 05 aninhos. 

Recentemente postando a foto dela relembrei que dias após o ensaio a mãe dela, Simone, contou que tinha passado um baita susto. A Beatriz havia sofrido um engasgo com o leite, os bombeiros foram chamados e felizmente agiram de uma forma rápida salvando a vida da Bia.


A ideia do post é simplesmente espalhar para o maior número de pessoas possível que essa é uma situação que pode acontecer com qualquer um e mesmo que você não tenha um bebê em casa, pode ajudar a salvar um em algum momento de sua vida. Não custa se informar e saber como agir em uma emergência, o pouco que você puder fazer já será muito até que uma ajuda profissional (SAMU, Resgate, Bombeiros e etc) chegue até o local.

Vou colocar aqui as informações básicas sofre o assunto, mas você pode também assistir vídeos disponíveis em canais confiáveis sobre saúde, especialmente de bebês.

Como agir em casos de engasgo?
Segundo dados da ONG Criança Segura, com base nos registros do Ministério da Saúde, 826 crianças de 0 a 14 anos morreram em 2016 vítimas de asfixia acidental. Há dois tipos de engasgo: o parcial, quando ainda está passando um pouco de ar, mas não a quantidade ideal, e o total, quando as vias respiratórias estão completamente obstruídas. No primeiro caso, a criança vai apresentar tosse rouca e chiado no peito. No segundo, a criança não consegue falar, nem tossir e vai começar a ficar com lábios arroxeados pela falta de ar. Nessa hora, por mais desesperador que seja o quadro, é preciso manter a calma e ajudar a criança a desengasgar.  Veja o que fazer com:


Crianças de até 1 ano
1. Segure-a (de bruços) com o rosto voltado para baixo e com a cabeça mais baixa que o tórax;
2. Cuidado ao apoiar a cabeça, sustente-a firmemente com seu antebraço;
3. Aplique cinco golpes energéticos no meio das costas (usando o punho da mão com os dedos estendidos);
4. Vire a criança (de barriga para cima) firmemente apoiando sua cabeça e a mantendo mais baixa que o corpo;
5. Observe se ocorreu a saída do objeto, caso contrário aplique cinco compressões rápidas no tórax (utilize três dedos para aplicar as compressões no meio do tórax, entre a linha dos mamilos);
6. Se esse procedimento não expulsou o objeto, peça ajuda e acione o serviço de emergência (SAMU 192);
7. Repita os procedimentos acima até a chegada do serviço de emergência.

Crianças maiores de 1 ano
1. Ao reconhecer um engasgo, posicione-se atrás da criança de joelhos e atrás do adolescente ou adulto de pé - é preciso ficar na mesma altura;
2. Abrace o tronco da criança envolvendo-o com os dois braços;
3. Feche uma das mãos e coloque a parte plana (onde está o polegar) na “boca do estômago”, que fica logo acima do umbigo;
4. Segure o punho com a outra mão e realize cinco compressões rápidas (apertando para dentro e para cima);
5. Encoraje a criança a tossir (se ela conseguir durante a manobra);
6. Após realizar a manobra ao menos duas vezes e perceber que o objeto não saiu, ou que a criança apresenta-se pálida, com lábios arroxeados, acione a emergência (SAMU 192) e continue a manobra até a chegada do socorro ou até que a criança esteja inconsciente.
Vale lembrar que o reflexo que muitos pais têm na hora do engasgo é enfiar o dedo na garganta da criança para retirar o alimento entalado, mas isso pode mais atrapalhar do que ajudar. Se depois de comprimir o peito da criança você conseguir ver o alimento no fundo da garganta, você pode tentar enfiar o dedo para tirá-lo - tente com o mindinho, que é mais fino. Se você não conseguir enxergar o alimento e enfiar o dedo, provavelmente vai empurrá-lo mais para baixo. Na dúvida, não hesite em chamar o serviço de emergência.


Dicas para prevenir engasgos
- A criança deve comer sempre sentada – não dá para brincar, correr ou andar ao mesmo tempo em que se mastiga ou se bebe alguma coisa.
- Quando há crianças de faixas etárias diferentes à mesa, é preciso ficar de olho! O menor pode pegar uma comida diferente do prato do maior, ou algum pedaço grande demais.
- Desde cedo, é importante ensinar a criança a mastigar direito antes de engolir, assim como criar um ambiente de tranquilidade na hora das refeições.
- O ideal é deixar o bebê pequeno o mais quieto quanto for possível por pelo menos 1 hora e meia depois da mamada. Eles devem ficar inclinados em um ângulo de 30° para evitar o refluxo. Coloque um travesseiro debaixo do colchão ou eleve os pés do berço pelo menos 10 centímetros.
- Não force a alimentação da criança. Nada de ficar perseguindo o seu filho com o prato de comida nas mãos, querendo enfiar uma colherada de comida na boca dele.
- Se a criança engasga com frequência, vale verificar se ela não apresenta nenhum outro problema, como refluxo gastroesofágico.
- Para crianças menores, só ofereça talos de vegetais cozidos, que são mais macios que os crus e não se partem com tanta facilidade quando mordidos. Na dúvida, peça orientação ao pediatra para saber até que idade é necessário cortar os alimentos ou desfiar a carne em pedaços apropriados.
- Nunca deixe a criança comendo sozinha. Sempre esteja próximo e atento.


(Fonte: Ministério da Saúde)